Enquanto a morte não chega, desisti de me lamentar pelo que não fiz ou o que nunca poderei fazer...
Parei de me martirizar pelos erros que cometi e, acima de tudo procuro errar menos, mas, estar vivo muitas vezes é um erro, sendo assim, acho que sempre estarei a errar.
Aprendi conter lágrimas de desespero. Aprendi a ficar calado e, deixei de pensar que achava que sabia de tudo.
O tic-tac do relógio me convida a escrever sobre mim... Me faz lembrar que o tempo pede urgência... Que o hoje pode ser o último dia em que estarei dobrando as esquinas dos meus pensamentos.
As vezes a gente resolve dar valor as coisas mais insignificantes... E nos esquecemos que já nascemos com um "timer" que pode soar a qualquer minuto.
Enquanto a morte não chega, quero ouvir meus discos de vinil mais uma vez, reler meus livros prediletos, escrever uma canção que nunca cantei, reencontrar amigos que a muito tempo não vejo e, quem sabe aprender a dançar...
Quero sorrir de verdade, não aquele sorriso lançado em entrevistas de emprego, sorrir com o coração, quero dizer obrigado aos meus pais por me ensinarem que tudo é possível quando se esta realmente determinado.
Vou correr sem rumo, sentir o vento cortante tocar meu rosto, sentir o cheiro das flores que, outrora ignorei.
Enquanto a morte não chega, não vou fazer mais coisas complicadas, o complicado exige tempo e, tempo é o que ninguém deveria perder.
Vou dar um longo beijo em minha esposa, dizer que a amo e, que todos os dias ao teu lado são mágicos, vou abraça-la e sentir seu calor...
E, tentarei, se possível, voltar a amar o mundo inteiro...
Enquanto a morte não chega... Eu quero viver!!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário